sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Lua Cheia


A lua brilhava mais que qualquer exemplo a ser dado...
Sob a luz das estrelas, a natureza intensificava suas energias enriquecendo as auras daqueles dois.
O som da água corrente, o reflexos dos corpos no rio, o verde, o marrom escuro, os bichos, tudo convergindo para o delírio dos amantes.
Sobre a grama, as peles como conheceram o mundo...
Ao toque, liberação de corrente enérgica, arrepios, suspiros ofegantes,
Coração palpitando forte e rápido.
Ao se cruzarem, o brilho, o calor e a intensidade dos olhares atestaram a transcendentalidade
Da sensação material.
Seus sexos não agüentavam mais tanta proximidade sem se tocarem, atraindo-se como o efeito magnético de um imã gigante.
Um Grito!
O sangue fervilhando e correndo pelas veias, artéria e espaços  do corpo inteiro tal qual a erupção de um vulcão! Longe do que se entende por dor, um grito com todas as forças de prazer e de amor, iluminado pela luz da lua.


Rafael do Santos Matias

domingo, 10 de julho de 2011

Noite sem Luar

 
Que dia enigmático
para se ter uma noite sem luar!
O vento sopra e carrega
as últimas folhas que o fim do outono
deixou pra trás.
E minhas lágrimas inundam o vazio do meu peito
preenchendo-o com dor.
O que resta é apenas o sangue
que tenta apagar as lembranças
e afogá-las no mais profundo do ser.

O querer que essa melancolia acabe
é mais forte que os enlaces da minha alma,
e o vazio que a toma
maltrata sadicamente meu corpo.
Forças para me erguer!
Não vejo ninguém a estender-me a mão...

Como tintas em uma folha de borrão
minha vida pinta o quadro dessa noite sem a lua,
de meu coração a sangrar
e de minha voz a pedir socorro
para voltar a preencher o espaço vago
que o amor deixou,
fazendo-me perder os sentidos
e assim desfalecer
nos braços obscuros da discórdia!

E assim a noite se prolonga
como em um transe absoluto
sem me mover, sem sentir...
Um inferno que toma meu corpo
que luta com esperança,
apesar de saber
que o que devo fazer é apenas esperar.
E quanto mais espero mais sou torturada
por meus fantasmas e demônios
dominando minha mente em batalha.

Fora as visões de meus pesadelos,
a imagem no espelho, quebra o que resta
da esperança que tenta recostruir
os destroços do castelo de areia
que fiz na beira do mar
de minhas magoas e lembranças.

Tudo o que preciso nesse momento
é encontrar alguém
que consiga remodelar esse castelo
e ao mesmo tempo meus sentimentos.
Alguém que consiga me enxergar
e me compreender...
Alguém que consiga iluminar minha escuridão,
segurar minha mão
para vermos o cair do novo dia.
E assim poderei entregar minha vida
e finalmente dormir ao seu lado
na tranqüilidade que seu olhar me trouxer.

by: Lady Dark†Antonielle(eu)

domingo, 3 de julho de 2011

Góticos e o "Vampyrismo"


Olá gente, resolvi  hoje falar de algo que estava discutindo com alguns amigos meus... A relação dos Góticos com o Vampyrismo...

Como muitas pessoas que estão ligadas ao movimento também curtem o sobrenatural e o ocultismo, sempre acabam escolhendo seitas e religiões diferentes das convencionais (o que não quer dizer que não existam góticos Cristãos).  O que muitas pessoas não sabem é que Vampiros existem. Mas o que tem haver vampirismo com seitas religiosas? E os Góticos por que se interessam tanto?

O vampirismo é sim real, mas o vampirismo não é somente anda a noite, gosta do obscuro, e além do mais o personagem vampiro mitológico não é a mesma coisa que o vampiro real.


  "(...) Muitos de nós, cultuadores do vampyrismo e da feitiçaria, magos, bruxos, ocultistas, góticos, identificamo-nos com o perfil de um vampyro exatamente porque este personagem é a projeção absoluta de tudo aquilo que gostaríamos de ser! Acreditando nessa filosofia, vamos à medida que adquirimos conhecimento das verdades, tornando-nos espécies raras de vampyros!
O vampyrismo passa a ser uma maneira exótica de pensar e agir num mundo repleto de riquezas e prazeres diversos que precisam ser conquistados, afinal chega o grande momento na vida onde temos que decidir por nossos gostos e desejos e só no universo do vampyrismo estaremos plenamente realizados, e vingados de todo o mal que a realidade comum nos tem feito todos estes anos!
"Juventude eterna" e "poder sobre os outros", somente aqui um reino e harém aos nossos pés como "bon vivants" que somos, passaríamos o nosso tempo desfrutando prazeres que somente os vampiros podem gozar! (...)
Mito ou realidade, o vampyrismo é esta força indestrutível de sedução, saque, posse, busca, conquista, realização e vitória sobre a morte, e só se vence a morte vivendo a vida intensamente, sem trégua e sem demonstrar fraqueza, avançando sempre em busca de um ideal.”
(depoimento de um desconhecido)

Impossível não achar interessante né?

Pois é no vampyrismo (real) eles se alimentam não do sangue humano, ou da energia vital, eles se “alimentam” da Energia Psíquica."Energia Psíquica" NÃO é exatamente um sinônimo de "energia vital": Este é uma temática com um alto índice de confusões internas e erros de interpretação na Subcultura Vampyrica há alguns anos.


Energia Psíquica é o nome dado quando as impressões sensoriais captadas por nossos sentidos - como tato, olfato, visão, audição, por exemplo, torna-se impulso "elétrico" ou "químico" em nosso cérebro e é decodificado por ele - dessa forma enxergamos, cheiramos, escutamos, sentimos toques e etc.

 “Todo ser vivo animal depende de uma vida emocional saudável - com aprovação, carinho, sorrisos, compreensão que sejam providos por relacionamentos saudáveis. Dessa forma na energia sutil do emocional e do espiritual - no sentido de expressão dos próprios valores internos - todos estes elementos são expressos por movimentos, olhares, toques e outros atos fisicamente comprováveis.”



Mas o que os Góticos tem haver com isso?


Bem, a subcultura é laica, mas a maioria se interessa pelo ocultismo. E vamos ser sinceros, qual gótico no momento em que assistia Drácula de Bram Stocker, ou Entrevista com o Vampiro, não sonhou em ser um vampiro... Certo que alguns dos que praticam foram levados pela magia de ser um, mas a maioria foi pela paixão pelo sobrenatural, pelo diferente e pela sensação de bem estar de escolher aquilo em que quer acreditar e aquilo o que quer seguir veementemente. 
 


PS: Deixo bem claro que não sou uma conhecedora das Artes do Vampyrismo, estou apenas esclarecendo algumas coisas que sei e que pesquisei.

Para maiores informações sobre esse mundo Vampyrico entrem no site Vampyrismo.org

domingo, 26 de junho de 2011

Góticos em cemitérios... Por quê?



Bem, muitas pessoas chegam pra mim e perguntam: Você frequenta cemitérios? Por quê? O que você vai fazer em um lugar como esse?
As respostas que tenho pra dar são sempre as mesmas: Somos atraidos pela atmosfera austera e lúgubre dos cemitérios. Cemitérios não são lugares repugnantes, cheios de fantasmas e espíritos como muita gente pensa e tem medo.


Não são todos os góticos que freqüentam cemitérios, há aqueles que prefiram lugares um pouco mais movimentados como baladas, shows e festivais, praias... Mas também há aqueles que gostem de frequentar o bom e velho cemitério onde a vovó foi enterrada. Não por que há corpos lá, mas sim por conta da inspiração e da paz que um lugar como este pode proporcionar. Além de nos mostrar que a morte sempre está e esteve nos rondando (não nos deixando esquecer isso), mostra também o lado artístico, pois na maioria deles têm grandes estátuas, túmulos e mausoléus. É uma verdadeira exposição de Arte em esculturas e Arquitetura Gótica!
Alguns Góticos frequentam cemitérios com os amigos para fazer saraus (para aqueles que não sabem saraus são encontros literários e culturais) escrever seus poemas, beberem um pouco, conversarem, tocam suas musicas preferidas... Mas JAMAIS para arrombar túmulos e pegar crânios para fazer rituais satânicos como a sociedade acredita. Pessoas que fazem esse tipo de vandalismo e desrespeito não podem ser chamadas de Gótico; beber sangue, roubar ossos, rituais de magia negra... Gente isso tudo é mito, é farsa de pessoas sem noção que acabam com a imagem real de um gótico!  
E aqui fica meu apelo para aqueles que acabaram de se descobrir e se identificar com a subcultura: “Se forem para cemitérios, prestem atenção no que vão fazer! Um cemitério é um lugar onde se deve respeitar os mortos e admirar a morte e seu lado bom, e não um lugar de vandalismo.” Espero que entendam o que estou querendo passar com essa postagem. Quero orientar, aos novatos nesse mundo, que o cemitério é um local para se admirar e não para destruir!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Poema Mórbido


Em noite de céu negro
Eu vejo o vulto da fria morte
Por labirintos de medos
Rondando os caminhos à sorte.

A solidão vive seus limites
A alma se encontra sem norte
E o verso que nasce – morre!
Num corpo sem poema e porte.

Esse silêncio tão profundo
Desmancha-se numa luz forte.
O som da vida retoma o lúdico
E a alvorada leva a noite morte.

Daniel † Lord Velles
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=16363519347174649973

Yule - O sabbat do Solticio de Iverno


Olá gente, hoje eu tô um pouco mais feliz, porque finalmente, ontem, o meu yule aqui em Maceió foi frio *-* era tudo o que eu estava esperando esse ano, foi exatamente como me foi reveladoO yule é um dos sabbats da wicca comemorado aqui no hemisferio sul no mês de junho!Para quem não sabe de o que é o Yule eu resolvi postar aqui uma explicação simples sobre esse sabbat.

Em 2011, no Hemisfério Sul, ocorre no dia 21/Jun às 14:17 (Horário de Brasília).



Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. é o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabbat por certas tradições wiccanas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.

Nesse Sabbat os Bruxos dão adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus renascido que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.

Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.)

A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições wiccanas usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.

Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da Religião Antiga dos pagãos. O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de "árvore Dourada". Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é na verdade um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da idéia de que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam freqüentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.

A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram para os atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio.

Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus (o Papai Noel) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.

Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias.

Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim.
Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca.
Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi.
Ervas ritualísticas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.

Bem, essas informações foram retiradas de um site chamado Círculo Sagrado, o qual eu gosto muito e recomento para os wiccanianos de primeira viajem, para adquirirem um conceito basico do que há dentro da religião!
Beijos a todos e um ótimo inverno!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Yousei Teikoku ..... 妖精帝国


Yousei Teikoku ( 妖精帝国 = Império das fadas) é um grupo de rock gótico japonês composto pela vocalista Yui, pelo compositor e guitarrista Takaha Tachibana, pelo baixista Nanami e pelo baterista Relu.
Eles iniciaram suas atividades em 1997, fazendo parte do Team Fairithm e produzindo músicas que vão do clássico ao electro. O grupo lançou diversos discos indies, e atualmente possuem vários álbuns major. Além disso, várias das suas músicas já foram utilizadas em séries de animações japonesas ou em jogos.


O grupo foi formado com apenas dois integrantes (Yui e Tachibana) e um conceito: Reviver, através da música, o Império das Fadas, que existia entre o mundo humano e o reino espiritual (conhecido como Spiritua)
Em abril de 2010, com o lançamento do single Baptize, outros dois integrantes se juntaram ao grupo: Nanami e Relu.


Essa foto acima é do single Baptize que por sinal é muito bom, inclusive o PV. 
Nesse momento deixo vocês com dois vídeos, um do single citado acima e de uma música que eu gosto. Bjos sombrios a todos!



domingo, 12 de junho de 2011

Querido futuro namorado...



eu sei que você está meio perdido ainda, mas espero que você encontre o caminho da minha casa, logo. Tenho um pouco de pressa.
Olha, eu não quero que você tente ser perfeito, longe disso, pois eu quero amar seus defeitos, amar suas manias, amar seus medos, amar seu orgulho, amar você por completo.
Sei que chegará a hora certa para eu te conhecer, mas o que acontece, é que essa hora está demorando muito para chegar, e enquanto isso, o meu coração continua se enganando com alguns idiotas que eu encontro no caminho.
Pois é, meu querido futuro namorado, eu espero que você seja o namorado dos sonhos. Não, eu não quero que você me dê jóias, e muito menos q deixe de assistir futebol por minha causa, eu só quero que vc me ligue, num dia qualquer, numa hora qualquer, dizendo q está com saudade. Eu só quero que você olhe nos meus olhos, para dizer “eu te amo”. Eu só quero que você me faça sentir todos os tipos de sensações, de arrepios intensos a borboletas no estômago. Não é pedir muito, certo?
Bom, meu querido, eu só quero que você seja capaz de despertar um imenso amor no meu peito, e principalmente, seja capaz de correspondê-lo na mesma intensidade.
Um grande beijo, da garota que você ainda não sabe que existe.

 

Encontei esse texto em uma comunidade do orkut e me identifiquei bastante, e já que estamos no dia dos namorados quem sabe meu verdadeiro anjo noturno não lê isso e resolve aparecer neh? (risos)
A todos os casais Góticos apaixonados, um Feliz dia dos Namorados, e para aqueles que estão solteiros, esperem, pois um dia seu verdadeiro amor aparecerá! 
Bjos nos corações negros de todos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sentimentos inglóriosos




O que os olhos meus observam
não é a mesma coisa que os outros enxergam.
Um ser humano dotado de defeitos,
que para os outros são erros e mais erros irreparáveis,
tentando passar sem pensar em se olhar,
e assim fazer, com medo, com que não notem.

Finjo que não os ouço,
mas no fundo, meu peito clama e chora
com a dor das palavras profanadas
que minha mente absorveu.

Meu enorme corpo imundo,
meus sentimentos ingloriosos,
meu choro constantemente disfarçado
que foge pelas glândulas moribundas
de meu quase cadáver imóvel...

A vontade de se regenerar é grande
Mas há sentimentos, ainda impertinentes
Quer deveriam ter me deixado, mas são insolentes
E persistem em serem permanentes.

Ora, pois, um dia alguém ouviu
um grito de minha janela.
De medo?
Não, era um grito de dor
simplesmente a me ver no espelho
e ter tido vontade de quebrá-lo
e espalhar seus cacos pelo chão,
assim como está meu coração,
para não ver mais aquele corpo vultoso novamente.

by: Lady Dark† Antonielle (eu)

Efêmera Ingratidão

Ah dor, que consome meu ser, Vem até mim, mansamente Para que seu sentir seja menos intenso, Para que não tenhas o prazer em me torturar, E ...