quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cenário Gótico Brasileiro #6 - Pompas Fúnebres

Olá minhas Ladys e Lords, hoje vai ter ter post sobre uma banda Gótica Brasileira que em sua época foi muito mal vista dentro da subcultura por alguns fatores não muito comuns na época. Seu som sombrio é muito marcante cheio de letras poéticas e profundas!

Formada no final dos anos 80, as Pompas Fúnebres não receberam o rótulo de banda "Dark" logo no início, foram necessários alguns anos para que sua sonoridade fosse associada à música gótica.

O inicio do Pompas Fúnebres é um tanto quanto conturbado, a banda surgiu meio que do nada, sem identidade, sem rosto, sem forma, mas que com o tempo veio a pulverizar a sonoridade underground brasiliense. Em meio a essa incógnita da certidão de nascimento da banda, adotaram não o dia e mês, e sim apenas o ano de fundação, que aparentemente data do final da década de 80 e se finda no inicio de 92. O Pompas começou com uma formação de bateria, voz e baixo e muitos poemas sendo falados, depois entrou outro batera, o Ney juntamente com o Sergio, que se apossou das guitarras. Na banda já havia Oziel (voz) e Alfredo (baixo). A partir dessa formação o trabalho passou a tomar um formato onde as canções de fato apareciam.
 Brasília nessa época não tinha mais nada de banda, principalmente nessa linha mais sombria, estava tudo sendo começado de novo e não queriam saber o que estava rolando na cidade. Mas meteram as caras!



O nome “Pompas Fúnebres” foi tirado do primeiro livro de Jean Genet. Nesse tempo gostavam muito de ouvir várias coisas, bandas Punks, MPB, musica experimental, jazz, bandas nacionais e gringas. O pompas foi formado na periferia de Brasília, em Ceilândia, num Bairro Chamado Setor P Norte. Os ensaios aconteciam na casa do Alfredo, três vezes por semana e quando a mãe dele chegava de surpresa, acabava com a  graça. 
Mesmo pelos Darks a banda soava muito estranha e o fato de cantar em português nunca foi bem visto no rock.


Apresentaram-se pela primeira vez numa boate gay de Gama, Brasília. Na época, esse tipo de nightclub não era chamado de alternativo ou de boate GLBT's, o preconceito contra o público frequentador era ainda muito intenso.
Em 1990 gravaram, em cerca de três horas no estúdio Artmanha, sua única demo, que nunca foi lançada, apenas distribuída para amigos e pessoas próximas aos integrantes. Entitulada como Rarites, ela contém doze faixas.



Bom gente espero que tenham gostado da excentricidade da banda e de um pouco de sua história!

Beijinhos e até a próxima postagem!

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